Estrutura de currículo: há diferença entre os países?

Para quem sonha em trabalhar no exterior, um ponto importante a ser pensado, com cuidado e atenção, é o currículo. Mas, há diferença na estrutura desse documento de um país para o outro? A resposta é sim.

Os candidatos a vagas no exterior devem estar atentos às particularidades culturais. Afinal, além de boa formação e experiência, apresentar o currículo no formato apropriado já garante uma melhor aceitabilidade e empatia.

Você sabia, por exemplo, que tanto nos Estados Unidos quanto nos países da Europa é comum que se peça, além do currículo, uma carta de motivação ou de recomendação?

A primeira, solicitada tanto para emprego quanto para candidatura a estudos, principalmente na Europa, deve ser anexada ao currículo. Nela, a pessoa conta algumas experiências pessoais e profissionais, além de explicar os principais motivos que a fazem querer a vaga.

A segunda, muito comum nos Estados Unidos e Canadá, deve ser redigida por algum professor ou empregador do candidato, descrevendo as características que recomendam o trabalhador para a vaga desejada.  

Nos Estados Unidos, o currículo é chamado de résumé. Não há um layout padrão mais utilizado. Assim como no Brasil, entram informações como: dados pessoais, objetivo, formação educacional, experiência profissional, idiomas e habilidades.

Mas atenção: nos Estados Unidos não se costuma escrever o estado civil ou a idade: isso para que o candidato não se sinta discriminado, caso seja reprovado. 

Um ponto importante, no caso dos Estados Unidos, é destacar as atividades extracurriculares. Os americanos valorizam experiências que envolvem voluntariado, empreendedorismo e liderança. A dica é não economizar linhas para especificar detalhes sobre competências técnicas e resultados atingidos em cada cargo.

Quanto à formatação, deve-se optar por um modelo mais clean ou criativo, mas evitando que fique “poluído”, e ter muita atenção à clareza e veracidade das informações. É fundamental que o résumé não ultrapasse duas páginas.

Já na Europa, existe uma plataforma on-line, chamada Europass, para a criação de um modelo padrão de currículo. É só entrar no site em Inglês, preencher as informações e o sistema te manda um PDF.

Lá, são solicitadas informações pessoais, experiências profissionais, formação educacional, proficiência em idiomas e competências. Aí, uma dica: os europeus valorizam muito os títulos acadêmicos.

De um modo geral, para vagas no exterior, o ideal é adaptar o documento segundo as características de cada oportunidade. A dica é o candidato deixar claro o quanto é capaz de realizar as atividades previstas pela função.

Um ponto que merece atenção é não traduzir automaticamente o currículo do Português para o Inglês ou outra língua. Alguns termos podem não ter um correspondente direto, ficando uma tradução bem estranha. Por isso, é importante que você escreva cada palavra já no idioma final.

E lembre-se: para concorrer a uma vaga de emprego no exterior é preciso ser aberto a mudanças, ter boa capacidade de adaptação e dominar outros idiomas.

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